(assembléias no antigo barracão)
(As decisões mais importantes sempre foram tomadas em assembléia)
A lógica da corrupção, do nepotismo (beneficiamento de parentes), do fisiologismo (beneficiamento de aderentes) e da incompetência é a mesma que humilha diariamente trabalhadores honestos, obrigando-os a jornadas estafantes de trabalho, subordinação política, quando não, a viverem em estrema pobreza sem se quer ter uma casa para acolher seus filhos, enquanto uma meia dúzia de “testas de ferro” enriquecem do dia pra noite, escancarando toda mesquinharia de caros importados, mansões, tratores e ostentações que se contrastam com o cenário de prostituição infanto-juvenil, trafico, desemprego, falta de assistência médica, sanitária, securitária e humana, por parte do poder público.
(o risco de um ouriço de castanha cair sobre alguém é real. Até hoje ninguem foi atingido.)
As terras que ocupamos desde agosto de 2006 - organizadamente desde Outubo do mesmo ano - são de propriedade da União, portanto, está submetida aos órgãos de controle, regularização e financiamento do Governo Federal, como GRPU – Gerencia Regional do Patrimônio da União; INCRA, IBAMA, CAIXA, PF, por este motivo, tanto os órgãos estaduais, quanto os municipais e o prefeito, não tem qualquer poder legal sobre regularização dessas terras.
(nos primeiros dois anos água potável só do igarapé do Curimã ou dos poços amazonas, como este)
Nesses pouco mais de três anos de ocupação enfrentamos o preconceito e ira das elites e governantes que tacharam os moradores de bandidos, vagabundos e drogados; a criminalização dos dirigentes, protestos e movimentos sociais; incêndios criminosos; ameaças de morte; além da desunião da comunidade; das vaidades; muito toco, matagal e madrugadas em claro. Tudo em nome do direito sagrado de viver com dignidade, para nos libertarmos dessa constante “faca no pescoço” e garantirmos um futuro melhor para nossas famílias.
(a castanha do Pará não é só risco, também é alimento. Esse é o contidiano da maioria das famílias do RCC, que juntamente com os produtos da mandioca - como farinha, beiju, tacacá... matam a fome de nssoas crianças)
NOSSA LUTA É GARANTIR TETO PARA QUEM REALMENTE NECESSITA!
(antiga casa do vizinho "Colorido")
Para isso sempre precisamos combater a venda de casas e melhorar as condições de vida na comunidade, sem desmatamento, com crescimento ordenado, como vinha acontecendo até julho de 2008, quando a ofensiva conservador-eleitoral do candidato à reeleição jogou todo peso político e financeiro sobre a comunidade, dizendo que as terras eram do município (com a forjada lei 0100/2008, que não tem poder para “tomar de volta” as terras da União) e que, da parte dele cada um faria o que quisesse. Fato diversas vezes denunciado por nossas lideranças por documento (nos órgãos federais envolvidos) e na última “audiência pública” do dia 10/julho, na Câmara dos vereadores de Cametá, diante do vice-prefeito, vereadores e representantes de órgãos federais e da sociedade.
(após a publicação da Lei municipal 0100/2007, de janeiro de 2007, onde os vereadores de Cametá - da legislatura 200/2004 - com excessão do advogado Jocelindo Medeiros, aprovaram a revogação de uma doação onerosa realizada entre o municipio de Cametá e a União em 1934... dessa forma o gestor DEMOcrata e seus vereadores pretendiam solucionar o conflito de competência sobre as terras ocupadas pelo RCC desde 2006 e por cencenas de outras famílias a décadas)
Desde a reeleição do gestor as coisas mudaram pra pior! Cercas, derrubadas diárias de castanheiras, grandes construções em alvenaria, comercio de casas, terrenos e no rastro disso tudo, delinqüência e assaltos como nunca tínhamos visto, mesmo quando mantínhamos a maior parte dos lotes sem divisas.
(a Coordenadora Suzete Maria, conhecida por toda Cametá como Tata, continua sendo uma das mais aguerridas e dedicadas militantes do RCC!)
Aguardamos pacientemente os dois últimos anos da gestão anterior e mais de seis meses da nova gestão e até agora nenhum dos sete vereadores da situação ou os três da “oposição” ou o prefeito, ou seu vice deram um único passo para resolver o problema urgente e imediato de moradia-cidadania de milhares de paraenses, sobretudo cametaenses que moram debaixo de quase cinco mil pés de castanheiras.
NEM A CAPINA E A COLETA DE LIXO CHEGAM AS NOSSAS FAMÍLIAS!
(quando chove é assim, e os lacaios do gestor DEMOcratas continuam afirmando que não se trata de uma ocupação, mas sim do "conjunto habitacional dos castanhais)
Por tudo isso, iniciaremos na próxima segunda- 20/julho o recadastramento geral do Acampamento Resistência Cabana dos Castanhais, para saber qual é a situação real da comunidade. É necessário preencher/responder com cuidado os dados cadastrais, pois com essas informações poderemos construir nossa pauta de reivindicações definitiva e defende-la junto ao governo federal e suas agencias de financiamento.
(desde 2007 a comunidade RCC passou a exercer e expressar o orgulho de morar nos castanhais, e passou a construir diversas experiências culturais e desportivas como o Bloco Cultura Floresta Nativa; a Quadrilha Buscapé - que já atua a mais de 15 anos; os times de futsal feminino BANESC e PORTELINHA; além de experiências pioneiras na região rário e TV - Livres Resistência Cabana, já desativadas, etc...)
Temos vários caminhos a trilhar. Todos começam pela reorganização da comunidade por nós mesmos, por quem tem legitimidade de quem está com os pés e o coração firme nessa causa. Conter imediatamente com a construção de cercas e obras em alvenaria e parar a derrubada de castanheiras!
(foto de novembro de 2006, todas as casas eram de lona e ripa)
É HORA DE UNIÃO E ORGANIZAÇÃO,
SABEMOS QUE SÓ A LUTA MUDA A VIDA!
(charge do rebelion.org)
Participar das assembléias, reuniões de núcleo, das tarefas e projetos de auto-organização da comunidade é caminhada de soberania e felicidade!
ASSEMBLÉIAS GERAIS:
PAUTA DE REIVINDICAÇÕES & BANDEIRAS DE LUTA - em construção permanente:
Garantia de casa própria para todas as famílias em situação de risco!
Regularização fundiária, credito e assistência técnica para nossos projetos rurais, artesanais e culturais!
Basta de desemprego e dependência política e econômica das elites locais.
Construção de uma creche para que as mães trabalhadoras possam ajudar na renda de suas famílias! Nossas crianças têm que ser prioridade!
Chamada imediata de todos os acampados aprovados em concursos!
Carteira assinada e garantia de aposentadoria para todos os “trabalhadores de recibo”. Basta de faca no pescoço de nossas famílias!
Pela capina, limpeza, ampliação da iluminação das ruas e passagens imediatamente!
Garantia de coleta regular de lixo domestico!
Realização de convenio que garantam assistência médico-odontológica para todos os acampados.
___________________
*panfleto distribuído no RCC em menados de outubro de 2009, para orientação da comunidade diante da suposta "regularização" anunciada para o dia 21 de Outubro, onse se consumaria uma "audiência pública", que nada decidiu, que nada de novo anunciou.
(charge extraída de rebelion.org)
visite o MTL na Amazônia paraense: terratrabalhoeliberdade.blogspot.com











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